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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Para você, amante de filmes trash!


10- Chicken Park (Itália, 1994): Imaginem uma versão fuleira de Jurassic Park com galinhas gigantes ao invés de dinossauros... conseguiu visualizar tamanha sandice? Tudo começa quando um cidadão tem seu galo de briga roubado. Seguindo as pistas para recuperá-lo, ele chega a um parque onde as tais galinhas são criadas e, a partir daí... bem, assista você mesmo, porque se eu contar, ninguém vai acreditar mesmo... atenção para os efeitos especiais que são simplesmente tétricos!



9- A Camisinha Assassina (“Kondom des Grauens”, Alemanha, 1996): Esse filme até passou em mostras de cinema aqui no Brasil, mas nunca chegou ao grande circuito, infelizmente. O enredo gira em torno do detetive gay Luigi Mackeroni e sua luta contra camisinhas carnívoras que devoram o pênis das pessoas! Se você ficou interessado, então há esperança: a distribuidora Reserva Especial o lançou em VHS (mas nenhuma outra empresa foi tão corajosa para relançar em DVD), mas prepare-se, porque a procura vai ser longa e cansativa...



8- Guinea Pig ( “Za ginipiggu: Akuma no jikken” Japão, 1985): Altamente desaconselhável para pessoas sensíveis. Teve várias continuações e foi motivo de enorme polêmica nos EUA porque o ator Charlie Sheen levantou a suspeita de que esse filme seria um snuff (produção em que o elenco morre para valer), mas depois das investigações, viu-se que aquilo nem bem poderia ser chamado de filme; nada mais era que um trabalho de um grupo que fazia maquiagem para filmes tentando mostrar o quão realista poderia ficar.



E FICOU MESMO! Assistir isso aqui é uma tarefa complicada, porque os efeitos especiais são muito realistas, chegam a dar náuseas. Tudo se resume a um grupo de sádicos que capturam uma garota e a torturam de todo modo imaginável. Não é pra qualquer um, é perturbador, doentio, mas a galera que curte terror hardcore vai adorar.



7- Ratos - a Noite do Terror (“Rats”, Itália, 1984): Esqueça tudo que você sabe e conhece de cinema podreira; qualquer (eu disse QUALQUER) obra cinematográfica vira um primor se comparado a essa porcaria chamada Ratos – A Noite do Terror. Falta tudo aqui, é simplesmente impressionante: falta um bom roteiro, faltam bons atores, falta um figurino razoável (parece que todo mundo saiu de uma versão carnavalesca de Mad Max) faltam efeitos especiais convincentes e, reza a lenda, até mesmo ratos faltam, pois rola um boato na internet em sites sobre trash movies que, na verdade, o diretor (e picareta) Bruno Mattei usou porquinhos da índia e os pintou de preto, para parecerem ratazanas... lastimável, não?


Ah, você quer saber a história? Então vamos lá: numa terra devastada pela bomba atômica, um grupo de “punks” (eu realmente me recuso a rotular algo tão vergonhoso como punks, mas enfim...) resolve pernoitar em um laboratório abandonado e são atacados por ratos. Agora, o mais engraçado são os tais ataques: alguém grita “socorro, os ratos estão vindo!!” e quando corta a cena para os roedores em questão, aparecem um ou dois parados mexendo os bigodinhos; isso quando eles não resolvem cair do nada em cima dos nossos heróis (quando se vê claramente que são bichinhos de plástico)... Enfim, não existem palavras para descrever o quanto isso é hilário! Também saiu em VHS aqui no Brasil pela FJ Lucas, dublado (pessimamente) em inglês; correndo atrás vocês encontram!




6- Náusea Total (“Bad Taste”, Nova Zelândia, 1987): Aqui temos a prova incontestável de que toda lagartixa um dia pode vir a ser um jacaré: Peter Jackson (diretor da trilogia Senhor dos Anéis e do remake de King Kong) começou aqui sua carreira, ao narrar a história de aliens que seqüestravam e matavam seres humanos para abastecer o estoque de carne de uma rede de fast food intergaláctica! Acho que não preciso dizer mais nada... de todos os filmes citados até agora, esse é o mais fácil de se encontrar: saiu em VHS pela Mundial Filmes e em VCD, encartado em uma revista especializada em filmes de terror.



5- Nekromantik (Alemanha, 1987): Perturbador até a medula (eu mesmo confesso que tentei assistir várias vezes, mas só depois de muito tempo consegui ter estômago para chegar ao final), o filme narra a história de Robert que, junto com sua esposa Betty, forma um casal de necrófilos. Um belo dia, ele acha um cadáver no mato, o leva para casa e começam uma “linda” história de amor, até que a mulher começa a achar o cadáver mais atraente que o seu namorado e decide dar um pé na bunda do pobre coitado, o que leva tudo a um desfecho trágico. Proibido em vários países, é muito estranho de se assistir porque, mesmo com toda a aversão que causa o tema principal, sempre enfoca a situação de modo sutil, sem nunca apelar para o grotesco. Mesmo as cenas de sexo com o cadáver são feitas de modo até mesmo, ahn... como direi... ”romântico”! Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões... a direção é assinada por Jörg Buttgereit, que foi o responsável pelos efeitos especiais do já comentado A Camisinha Assassina (ou seja, a gente logo percebe que porcaria é com ele mesmo).



4- Cannibal Holocaust (Itália, 1980): Durante a década de 70, o cinema trash italiano estava vivendo uma onda de filmes sobre canibais, pois eram produções baratas (bastava ficar algum tempo enfiado na selva) que sempre davam lucro. Reza a lenda que havia uma competição entre os diretores para ver quem fazia o filme mais grotesco do gênero, e nesse ponto, Ruggero Deodato foi o vencedor: Cannibal Holocaust é uma obra apavorante que não economiza em sangue e realismo. Foi real até demais, aliás: por pouco o diretor não pegou cadeia porque começaram a rolar boatos de que o elenco tinha realmente batido as botas durante as filmagens (seria mais um caso de snuff). Ruggero teve que levar todos os atores que compunham o núcleo principal para um programa de TV italiano, para mostrar que estavam todos vivos e bem.


Se por um lado, o elenco viveu, o mesmo não se pode dizer dos pobres animaizinhos que morreram durante as filmagens. Para dar um clima mais pesado, volta e meia alguém mata (para valer) uma tartaruga, um macaco, um javali, num “espetáculo” de imenso mau gosto e, devido à tamanha crueldade, mais de 50 países baniram essa obra, o que o torna recordista em censuras.


Tá, mas e o enredo? Bem, o filme começa na parte colombiana da Amazônia, onde uma equipe está procurando integrantes de uma rede televisiva que se perderam enquanto faziam um documentário. Eles não foram achados, mas seus equipamentos sim e... você está achando familiar, não é? Percebeu que isso é a cara de Bruxa de Blair? Pois é, pouca gente sabe que esse recente sucesso cinematográfico copiou descaradamente a idéia dos nossos fratellos italianos. A diferença é que, enquanto Bruxa de Blair investe na atmosfera soturna da floresta, nos ruídos, na escuridão, Cannibal Holocaust é hardcore ao extremo, violentíssimo, o que já o torna desaconselhável para a maioria do público, mas que é cultuado entre os fãs do terror como uma obra-prima do gênero.




3- Pot Zombies (EUA, 2005): Sim, isso aqui é uma verdadeira porcaria, trata-se de um monte de roqueiros que viram zumbi depois de fumar uma maconha radioativa de Marte (??), mas o mais curioso é saber quem perdeu tempo escrevendo tão insano roteiro: Blag Dahlia, vocalista da banda hardcore Dwarves! Por sinal, todos os integrantes da banda atuaram no filme, além de ainda terem assinado a música tema. Atenção especial para a maquiagem, os zumbis parecem uma versão raquítica e coberta de sangue do Incrível Hulk daquele famoso seriado fajuto dos anos 70...



2- Ataque dos Tomates Assassinos (“Attack of the Killer Tomatoes”, EUA, 1978): Verdadeiro clássico do gênero, 9 entre 10 amantes do trash certamente incluirão essa pérola na sua estante destinada aos favoritos, e é muito fácil entender o porquê de tanta admiração: não dá para ficar indiferente a tamanho absurdo, isso aqui é de se arrebentar de tanto gargalhar! A simples imagem de legiões de tomates rolando pelas ruas matando os transeuntes é motivo mais que suficiente para fazer qualquer um correr até sua videolocadora favorita (sim, porque existe uma versão nacional em VHS lançada pela obscura empresa Nacional Vídeo – aliás, é lamentável o descaso que as distribuidoras de DVDs atuais tem para com o cinema alternativo e os filmes B em geral, quase nunca são lançados no mercado tupiniquim ), pois O Ataque dos Tomates Assassinos é um dos melhores anti-depressivos que o homem já criou.




1- O Vingador Tóxico (“Toxic Avenger”, EUA, 1985): Antes de comentar, cabe fazer um pequeno parêntese sobre a empresa que fez com que esse filme visse a luz do dia: a Troma Pictures, capitaneada pelo insano Lloyd Kaufman, que acredita que toda idéia deve ser estimulada, não importando o quanto ela possa parecer ridícula. Como resultado dessa política de pensamento livre, volta e meia somos brindados com coisas no melhor estilo trash de ser, e Toxic Avenger certamente é o melhor entre seus piores, além de provavelmente ser sua franquia mais rentável, tanto que já rendeu outras três continuações.

A história gira em torno de Melvin, um semi-retardado faxineiro de uma academia que volta e meia é feito de idiota por todos ali, em especial pelas mulheres, que sabem o quanto ele baba por elas e por isso, volta e meia arranjam uma forma nova de constrangê-lo mais e mais. Um belo dia, uma das garotas diz que vai transar com ele se ele puser uma roupa de bailarina, e o idiota obviamente não percebe nada de errado. Quando ele vai ao local combinado, toda a academia está em peso, rindo da sua vergonha. Desesperado, ele salta da janela e cai em um tonel de lixo tóxico nuclear, sofrendo com isso uma mutação terrível e tornando-se o Vingador Tóxico, que usa seus poderes para combater o crime e também para se vingar de todos que o fizeram de bobo.


Se vocês não conseguirem ter acesso a nenhum desses títulos, recorram a versão nacional: nosso trash vai muito bem, obrigado, graças a visionários como Peter Baiestorf e o pessoal da Black Vomit Filmes (que recentemente produziu até clipe para os Ratos de Porão, que por sinal a MTV censurou).


Aliás, façam ainda melhor: arranjem uma filmadora, xarope de groselha pra fingir que é sangue, reúnam uns amigos e façam vocês mesmos sua obra-prima da podridão. Não é preciso ter dinheiro, figurino, nada, basta (desconstruindo Glauber Rocha) uma câmera na mão e titica na cabeça...

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